{"id":3508,"date":"2011-10-20T20:38:12","date_gmt":"2011-10-20T18:38:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lacanquotidien.fr\/blog\/?p=3508"},"modified":"2011-10-28T01:27:35","modified_gmt":"2011-10-27T23:27:35","slug":"celso-renno-lima-release-do-livro-psicanalise-caso-acaso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lacanquotidien.fr\/blog\/2011\/10\/celso-renno-lima-release-do-livro-psicanalise-caso-acaso\/","title":{"rendered":"CELSO RENNO LIMA Release do Livro Psican\u00e1lise caso (a)Caso"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><!--more-->Celso Renn\u00f3 orienta o desenvolvimento de seus estudos cl\u00ednicos a partir dos pontos de impasse de sua localiza\u00e7\u00e3o discursiva, lembrando-nos que o fator que determina uma situa\u00e7\u00e3o \u00e9 justamente aquele que nela n\u00e3o se encontra representado. Suportado pela convic\u00e7\u00e3o solit\u00e1ria que atravessa, em diagonal indiferente, a inevit\u00e1vel banalidade das grandes opini\u00f5es dominantes, dispensando inclusive a companhia das grandes hostes do pensamento psicanal\u00edtico, Celso Renn\u00f3 nos conduz \u00e0 dif\u00edcil seara da medita\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. O leitor que abrir esses Estudos Cl\u00ednicos ter\u00e1, assim, em m\u00e3os, o retorno de Celso Renn\u00f3, para o Outro que ele faz existir com a Escola, da experi\u00eancia absolutamente singular de um analista que se autoriza de si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas aquilo que se recebe termina porreceber a forma do recipiente, dizia S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino. O leitor ter\u00e1, assim, ocasi\u00e3o de contemplar, nas diversidades das harmonias que ali se ouve, a varia\u00e7\u00e3o temporal dos distintos modos de entrada do pensamento lacaniano emnossas paragens, do qual Celso foi testemunha. Assim o primeiro relato, provocante e aned\u00f3tico, no qual os grandes nomes da psican\u00e1lise se re\u00fanem para discutir um instigante caso cl\u00ednico, parece reverberar o entusiasmo l\u00edrico dos primeiros anos do lacanismo tropical no Brasil. A ele se alterna o segundo caso, escrito em 1988, emblema \u00e9tico da orienta\u00e7\u00e3o lacaniana de n\u00e3o recuar diante da psicose que tanto marcou a entrada do discurso psicanal\u00edtico no campo da sa\u00fade mental, acrescido do coment\u00e1rio inigual\u00e1vel de Jacques-Alain Miller. Mais adiante assistimos ao uso do sextante topol\u00f3gico como dispositivo de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana, seguido de um coment\u00e1rio filol\u00f3gico sem par sobre o que seria o uso devido do termo freudiano de \u201ctra\u00e7o\u201d na abordagem de um caso de pervers\u00e3o. Os textos sobre a melancolia, sobre histeria e sobre o umbigo do sonho colocam por sua vez em valor, cada um a seu modo, a tem\u00e1tica relativa ao elemento pulsional articulado ao significante, reverberando a leitura de Lacan proposta por Jacques-Alain Miller a partir desse per\u00edodo. Ali j\u00e1 se anuncia o tratamento da quest\u00e3o do passe a partir do qual Celso Renn\u00f3 ir\u00e1 expor, nos dois textos subseq\u00fcentes, o que foi o nervo de sua pr\u00f3pria experi\u00eancia psicanal\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Percebe-se, assim, ao longo da leitura dessa colet\u00e2nea, que Celso Renn\u00f3, ao se voltar para o Outro do campo freudiano, confere um envelope ficcional ao n\u00facleo real da experi\u00eancia que ele recolhe, de acordo com os modos de configura\u00e7\u00e3o desse Outro que a cada tempo ele se endere\u00e7a, em seu esfor\u00e7o de se fazer ouvir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"author":9,"featured_media":3509,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[561],"tags":[],"class_list":["post-3508","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-portugues"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lacanquotidien.fr\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3508","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lacanquotidien.fr\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lacanquotidien.fr\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lacanquotidien.fr\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lacanquotidien.fr\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3508"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/lacanquotidien.fr\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3508\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3873,"href":"https:\/\/lacanquotidien.fr\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3508\/revisions\/3873"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lacanquotidien.fr\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3509"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lacanquotidien.fr\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3508"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lacanquotidien.fr\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3508"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lacanquotidien.fr\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3508"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}